quarta-feira, 8 de julho de 2015

CORRETOR DE IMÓVEIS TAMBÉM DEVE FISCALIZAR?

Todos nós, profissionais, cidadãos devemos auxiliar na fiscalização e denunciar práticas ilícitas ou condutas contra os bons costumes, pois também depende de nós colaborar para a ordem e práticas incorruptíveis.

Hoje temos várias formas para gerar provas e indicar denúncia de forma a garantir que o infrator seja penalizado. Caso nos esquivemos desse tão importante compromisso com a comunidade e para com os demais colegas de profissão estaremos sendo conivente com atos reprováveis.

Certamente que temos o CRECI que é o nosso órgão fiscalizador, mas, por meio das nossas denúncia, com provas contundentes, poderemos contribuir para a eficácia da ação do nosso Conselho de Classe.

A valorização e a imagem do Corretor de Imóveis deve ser construída por todos nós. E, em conjunto a tudo isso, devemos observar e praticar o nosso Código de Ética profissional, que dentre as disposições saliento resumidamente:

"...o zelo do prestígio de sua classe e o aperfeiçoamento da técnica das transações imobiliárias;"
"...não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade;"
"manter constante contato com o Conselho Regional respectivo, procurando aprimorar o trabalho desse órgão;"
"... aceitar mandatos e encargos que lhes forem confiados;"
"... auxiliar a fiscalização do exercício profissional;"
"...não se referir desairosamente sobre seus colegas;"

No dia em que participamos da solenidade e recebemos as nossas credenciais para atuarmos como Corretores de Imóveis, fazemos um juramento e é importante cumpri-lo.

Enfim, nós precisamos uns dos outros. E neste sentido, em conjunto, podemos edificar ainda mais a categoria dos Corretores de Imóveis.

Abraço do amigo, Corretor Rodrigo Barreto

Segue link do Código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis: http://www.cofeci.gov.br/arquivos/legislacao/1992/resolucao326_92.pdf

segunda-feira, 25 de maio de 2015

CORRETOR DE IMÓVEIS EM NÍVEL NACIONAL

É notório que com a velocidade e facilidade da informação e comunicação podemos negociar no Brasil e no exterior. E um profissional pode querer buscar novas regiões em expansão ou apenas exercer a atividade de corretagem pelo Brasil, auxiliando os vendedores (proprietários de imóveis) na comercialização de suas propriedades.

Também é fácil entender que o mercado está em constante mudança e que tanto os Corretores e empresários devem se adaptar a nova forma de trabalho, quanto a representatividade da classe deve ter nova visão de gerir, seja pela administração dos Conselhos, Sindicatos, Associações num objetivo único de readequar e caminhar em consonância com as novas tendências.

Temos que ter disponibilidade para escutar e ouvir cada nova ideia e coragem para inovar, pois não é fácil difundir quebra de paradigmas e implementar novos conceitos em uma organização. Mas esse é um dos recursos para atendermos as necessidades da sociedade que acompanha com maestria a evolução do mundo.

Em debate com alguns colegas no último Feirão da Caixa 2015, em Brasília, juntamente com o presidente do CRECI/DF, Hermes Alcântara, foi visível que muitos Corretores de Imóveis desejam ter a facilidade de exercer a profissão nos Estados vizinhos, mas sem necessitar pagar a inscrição eventual ou inscrição secundária.

A nova visão é que o Corretor de Imóveis possa ter liberdade para atender o seu cliente aonde quer que ele esteja, mas sem custo adicional para isso. A confiança que um cliente tem num determinado profissional traz maior conforto e segurança na hora da transação imobiliária.

Outro aspecto que corrobora para o fim da inscrição eventual ou da secundária, é a inclusão do QRCode nas cédulas de identidade profissional, a ser implantada em breve. Isso permitirá que qualquer Corretor de Imóveis seja identificado e verificado a sua inscrição e aptidão para o exercício profissional em qualquer lugar do Brasil, e até do exterior. Facilitando todo o trabalho da fiscalização a nível regional e nacional.

Ao ouvir atentamente os colegas, Hermes Alcântara assumiu o compromisso de levar essa ideia ao COFECI com propósito de gerar mais oportunidades aos profissionais do mercado imobiliário brasileiro. Vamos aguardar o resultado desse primeiro diálogo entre as entidades COFECI/CRECI e torcer para que tenhamos uma resposta positiva que certamente irá valorizar ainda mais a nossa profissão.

Abraço do amigo, Corretor Rodrigo Barreto

terça-feira, 5 de maio de 2015

ELEIÇÕES CRECI 2015

Esse é um ano importante para toda a categoria de Corretores de Imóveis em todo o Brasil.

Ano de eleição para permanência de uma atual gestão ou oportunidade a novos gestores?

É importante saber que a principal função dos Conselhos de Classe é fiscalizar a atuação dos seus credenciados, protegendo os inscritos e a sociedade dos maus ou falsos profissionais. Alguns Corretores de Imóveis desconhecem e, as vezes, cobram atuações que não estão ao alcance e que não é competência das referidas Autarquias.

É possível avaliar o grau de participação e incentivo à qualificação e reciclagem (que é algo pessoal e uma escolha particular do Corretor de Imóveis) ou através da valorização da profissão perante a sociedade e pelas ações nas obras sociais em beneficio das comunidades mais carentes.
Verifique se a atual gestão do Conselho Regional da sua cidade esteve comprometida com as causas a que se propôs. Quais ações foram propostas e quais não foram possíveis concretizar.

Caso exista mais de uma chapa concorrente na sua cidade, analise o histórico, currículo, trabalhos realizados e principais compromissos para os próximos anos. Esse deve ser um serviço de doação integral em prol da classe profissional e da sociedade.

Os candidatos, seja Presidente ou Conselheiros, devem ter visível comprometimento com os seus pares para que haja o bom andamento das atividades, primando pela união da classe, defendendo melhores condições de trabalho, constante reconhecimento profissional e acompanhado de perto os projetos que já estão em andamento e que são viáveis ao mercado imobiliário.

Concluindo, os representantes de classe devem ter postura elegante e profundo respeito no trato com os colegas representados, com os concorrentes, bem como com todos aqueles que necessitam dos serviços prestados pelas entidades. Essa lisura de conduta é tida como básica e primordial, pois faz jus ao que dita o Código de Ética do Corretor de Imóveis:

Parte do Código de Ética do Corretor de Imóveis:

"Art. 3° - Cumpre ao Corretor de Imóveis, em relação ao exercício da profissão, à classe e aos colegas:
II - prestigiar as entidades de classe, contribuindo sempre que solicitado, para o sucesso de suas iniciativas em proveito da profissão, dos profissionais e da coletividade;
III - manter constante contato com o Conselho Regional respectivo, procurando aprimorar o trabalho desse órgão;
X - não se referir desairosamente sobre seus colegas;
XI - relacionar-se com os colegas, dentro dos princípios de consideração, respeito e solidariedade, em consonância com os preceitos de harmonia da classe;"*

A sua interação, aproximação com as entidades representativas de classe e o acompanhamento nas votações dos Projetos de Lei também deve ser seu interesse. Esteja presente e atuante. Participe!

*Saiba mais sobre o nosso Código de Ética: http://www.cofeci.gov.br/arquivos/legislacao/1992/resolucao326_92.pdf

terça-feira, 28 de abril de 2015

REDUÇÃO DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO, VOCÊ CONCORDA?

Um país que deseja crescer não deve retrair, desestimular ou dificultar a oportunidade de crédito, principalmente num setor tão produtivo e que gera tantas oportunidades de emprego e trabalho como o setor imobiliário.

Mesmo sabendo que a CEF tenta se recuperar pelo excesso de financiamento imobiliário disponibilizado nos últimos anos, muitos colegas Corretores de imóveis demonstram insatisfação e, ao mesmo tempo, preocupação com essa medida.

Essa adequação em disponibilizar empréstimos de apenas 50% sobre o valor dos imóveis usados irá prejudicar e reduzir ainda mais a procura por imóveis.

Se a ideia é recuperar e dar fôlego à instituição, essa postura não demonstra lógica, porquanto permanece o incentivo a compra de imóveis novos e estimula lançamento de novos empreendimentos. Quem se beneficia com essa ação?

Em muitos casos é necessário vender um imóvel usado para comprar um novo. Se o investidor não consegue transformar o seu capital imobilizado em moeda corrente, certamente não conseguirá comprar outro imóvel, seja novo ou usado. O reflexo será imediato e negativo para o setor imobiliário, além de afetar toda a sociedade.

Mas o que devemos fazer?
Em primeiro lugar, sabemos que a CEF não é a única financeira que existe. Assim, podemos indicar outras oportunidades de financiamento imobiliário em outras empresas creditícias.

Num segundo momento (em curto prazo), aconselho a todos nós, corretores de imóveis, a não temermos, pois podemos nos adaptar. Porém, devemos nos unir e fazer as nossas reivindicações no sentido de estimular a economia, buscando o retorno do aquecimento das transações imobiliárias, tanto para imóveis novos, quanto para imóveis usados.

Incentivo, de forma pacífica, ordeira e organizada, a irmos às ruas, batermos à porta da CEF, com apoio dos nossos representantes de classe, dos nossos representantes políticos para exigir que tal medida seja repensada. Com essa atitude, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, poderemos encontrar uma outra solução.

Não devemos aceitar e nos calar diante dos acontecimentos e das imposições. Levantemos as nossas bandeiras e como verdadeiros Colibris lutemos pelas nossas causas.

#ForçaColibri

segunda-feira, 27 de abril de 2015

POR QUE NÃO CONSIGO VENDER O MEU IMÓVEL?

Existem situações diversas que dificultam a venda de um bem imóvel. Os casos mais comuns são:

1) Excesso de oferta - Quando se tem muitas opções de um mesmo tipo de imóvel disponível para venda;
2) Preço alto - uma avaliação realizada sem estudo técnico, normalmente condicionada com base apenas em outros anúncios, tende a erro.

Mesmo que a procura por imóveis não esteja em alta, se estiver dentro do preço de mercado a propriedade é comercializada em curto espaço de tempo.

Muitos proprietários de imóveis se perguntam: como posso vender o meu imóvel mais barato hoje que há dois anos atrás?

Em Brasília, a partir do lançamento do novo bairro, o Setor Noroeste, no momento em que o mercado imobiliário ainda estava aquecido, o famoso "boom" imobiliário, a procura por imóveis na região era muito grande. E, como a lei da oferta e procura regula o mercado, o preço das unidades subiram. Da mesma forma que hoje os preços caem ou se reajustam por motivos variados.

Normalmente, pessoas que apenas compraram no lançamento do empreendimento e passaram o ágio para outros interessados antes do financiamento bancário, dependendo do período, podem ter tido significado prejuízo. Isso chama-se especulação. E esse tipo de comportamento além de não se sustentar é muito arriscado.

A supervalorização dos imóveis no novo bairro refletiu imediatamente nas outras regiões do DF. Como, agora, os preços dos imóveis estão se adequando, pois houve contração na especulação e, consequentemente, retração na valorização.

Uma dica final: não é pelo fato de um apartamento ter sido vendido por um preço que outro imóvel no prédio terá o mesmo valor. As condições de análise de preço podem variar por posição em relação ao sol, andar alto ou baixo, ter ou não vista livre, acabamento moderno e de alto padrão, entre outros.

Como para se investir na Bolsa de Valores devemos procurar um profissional habilitado, também, ao vender, comprar ou alugar um imóvel faça o mesmo, contrate um Corretor de Imóveis de sua confiança. Ele irá auxiliar nesse processo, apresentando uma avaliação técnica, contribuindo para uma negociação mais rápida e segura, evitando que compre na alta e venda na baixa.

Boa sorte e bons investimentos!

domingo, 12 de abril de 2015

INVESTIMENTO PARA QUEM TEM POUCO DINHEIRO


O que devo fazer: comprar um imóvel? Continuo morando de aluguel? Faço outros investimentos? Como  conseguir construir uma segurança financeira ou patrimonial futura? Tenho pouco dinheiro, por onde começar?

Essas são algumas das preocupações de muitos dos brasileiros. Mas, antes de saber aonde deve-se investir, alguns questionamentos são extremamente importantes:



Residência fixa
(   ) Moro com os meus pais
(   ) Pago aluguel

Disponibilidade financeira
(   ) Tenho capital reservado
(   ) Não tenho reserva financeira
(   ) Se for comprar imóvel precisarei financiar

O que devo fazer?
(   ) Comprar um imóvel
(   ) Outros investimentos

Dentre os casos acima é notório que quem é solteiro e mora com os pais tem mais facilidade para investir. Nas circunstâncias em que paga-se aluguel o melhor caminho é identificar aonde poderá reduzir gastos mensais, de forma a não comprometer os compromissos fixos e necessários à rotina. E, em caso de financiamento imobiliário, deve-se identificar o crédito disponível e se as prestações satisfarão ao seu processo de investimento.

Veja a seguir alguns casos hipotéticos:

Morando com os pais
Rafael, com 26 anos de idade, mora com os pais e não possui grandes despesas. Recebe R$3.000,00/ mês e pensa em investir parte do seus rendimentos mensais.

Uma excelente opção é aplicar no tesouro direto e ter um rendimento anual médio de 10%. Ou comprar um imóvel tipo kitinete, com valor aproximado de R$100mil.

Ao adquirir um imóvel, na situação apresentada, será necessário que Rafael poupe um montante mínimo de R$7.8887,00 para dar de sinal e financiar o restante em 360 meses (30 anos) com parcela inicial de R$675,74 (prestação decrescente), sendo a última parcela prevista em R$251,14.*

Pelo fato de Rafael morar com os pais existe a possibilidade de alugar o imóvel adquirido com rendimento 0,5%a.m, ou seja, o aluguel poderá render R$500,00, o que ajudará no pagamento mais confortável das parcelas.

Morando de aluguel
Marquinho, colega de profissão de Rafael, recebe o mesmo salário, só que mora sozinho em uma kitinete alugada por R$500,00/mês mais encargos de taxa de condomínio, IPTU, água, energia e demais despesas fundamentais para manutenção de um imóvel.

Se a escolha de Marquinho for comprar uma kitenete para morar, além do sinal de R$7.8887,00 terá que dispor de mais R$175,74 mensalmente, justamente a diferença entre o valor do aluguel e a prestação do financiamento imobiliário.

Conclusão:
Nas situações expostas, tanto o investimento no Tesouro Direto quanto fazer aquisição de um bem imóvel são vantajosas, seja para o jovem que mora de aluguel ou aquele que reside com os pais.

No Tesouro Direto tem-se a vantagem de aplicar valores fixos ou variáveis, mas com a liberdade para retirada em curto prazo. Trata-se de uma aplicação mais maleável e com rendimento satisfatório.

Os imóveis, em 2014, tiveram valorização de 6,7%**. Se somar essa baixa valorização com rendimento do aluguel o retorno será de aproximadamente 12%a.a. Isso serve para o Rafael, que tem disponibilidade de alugar o imóvel adquirido.

No caso do Marquinho ele contará com a valorização do imóvel e deixará de perder o valor do aluguel pagando as prestações do próprio imóvel.

Assim, tanto Rafael quanto Marquinho terão feito, no longo prazo, um excelente investimento. Porém, devem ter a consciência que esse é um investimento de capital imobilizado e existem custos para transformar esse capital em moeda corrente, caso necessitem dispor de dinheiro imediato.

Pensar em ter alto retorno em imóvel no curto prazo é muito arriscado. Para fazer um bom investimento tenha paciência e analise criteriosamente todas as possibilidades.

Independente da sua escolha, o principal é pensar na sua saúde psíquica. Apesar de a maioria dos investimentos necessitarem de certa dose de sacrifício, não permita que isso tire a sua tranquilidade por imposição da sociedade ou influência do modismo.

Boa sorte e sucesso em seus investimentos.

*Simulação financiamento habitacional Caixa Econômica Federal.
** Índice FipZap para o Estado de São Paulo divulgado pela Exame.com.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

QUANTOS PERFIS MANTER NUMA MESMA REDE SOCIAL?

É bem interessante tratar desse assunto. Já ouvi e li diversos textos que abordam a relevância e cuidados ao administrar perfis nas redes de relacionamento.
Vale lembrar que a rede de relacionamento virtual é uma ferramenta poderosa de interação e contato com diversas pessoas. Porém,  nem tudo devemos publicar.
Muitos colegas me questionam sobre manter dois perfis ativos numa determinada rede social, julgando ser conveniente um página para relacionamento direto com amigos e familiares e outra para tratar de assuntos profissionais.
Existem duas linhas de raciocínio: uma a favor de se manter dois perfis e a outra defende a manutenção de apenas um.
Resumidamente, indica-se ter dois perfis para separar o lado pessoal do profissional, de forma que um não interfira no outro. Porém, mesmo entendendo esse pensamento, acredito que manter apenas um perfil é o mais indicado.
Na vida social, na rotina de relacionamento convencional não temos a possibilidade de criar dois perfis, mesmo que o indivíduo seja bipolar e, por vezes, tenha comportamento e conduta questionável. Se no mundo real existe a possibilidade de sermos criticados por agir de formas diversas, no mundo virtual não é diferente.
As páginas de relacionamento servem para se relacionar. E, com um único perfil, possibilitamos aos nossos  clientes um contato mais próximo com a nossa vida pessoal e isso pode gerar vínculo e confiança.
Mas vamos relembrar alguns antigos ditados: "Quem fala o que quer, escuta o que não quer"; "Quer perder um amigo fale a verdade; e como a passagem bíblica 1 Coríntios 6:12 "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém". Nesta reflexão, é fácil presumir que devemos guardar os nossos pensamentos quando não agregam valor ou quando podem ferir alguém.
Comente, curta, compartilhe conteúdos que gerem crédito e seja fundamental ao conhecimento dos familiares, colegas, clientes e amigos. Afinal, você é uma pessoa única, que trabalha, se diverte e se relaciona de forma madura e se posiciona com firmeza, mas sempre mantendo a elegância, o que é comum à pessoas agradáveis de se relacionar. Apresente um perfil profissional e, ao mesmo tempo, pessoal, que gere proximidade com a sua rotina, mas sem expor tanto o seu mais íntimo desejo e críticas.
Não gere dúvida sobre o seu perfil. Relacione-se de forma profissional e pessoal como já o faz no seu cotidiano e transmita uma imagem positiva a ser lembrada.
Boa sorte!